Como inserir DIU Cobre e Mirena pelo SUS em Campinas e região?

Você pode inserir DIUs através do Ambulatório de Planejamento Familiar e do Ambulatório de Sangramento Uterino Aumentado do Hospital CAISM-UNICAMP, onde auxiliamos nas atividades de assistência.

Caso queira mais informações sobre o Ambulatório: (19)3521-7176 / (19)3521-7642.

Outras informações confira nossas Dúvidas Frequentes.

As pílulas orais para uso anticoncepcional surgiram nos Estados Unidos em meados da década de 1960. Este foi apenas o início de uma série de métodos que foram surgindo com vistas a evitar a gravidez. Novas vias de administração vêm sendo estudadas e utilizadas. No Ambulatório de Planejamento Familiar do Hospital da Mulher – Caism, da Unicamp, centro de referência para mulheres da macrorregião de Campinas, estão sendo ofertados os contraceptivos mais modernos do mercado. As pacientes podem inclusive contar hoje com os métodos de longa duração, como os DIUs (dispositivo intra-uterino) de cobre, principalmente com levonorgestrel, chamado mirena, com eficácia de cinco anos, além do implante subdérmico implanon, que inibe a ovulação da mulher por três anos.

Conforme Ilza Monteiro, ginecologista do Caism e ex-docente do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), o foco deste ambulatório é oferecer tecnologia de ponta em anticoncepção baseada em pesquisas com grande evidência científica. Além disso, o serviço cumpre um importante papel de treinamento para médicos e residentes de Tocoginecologia e Saúde da Família. “Seguimos aqui o conceito de que os LARCs (Long-Acting Reversible Contraception) são os métodos mais eficazes para evitar uma gravidez não planejada, pois são contraceptivos reversíveis e de longa duração.”

A maioria das mulheres que chegam à Unicamp, afirma a docente, já vêm em geral com indicação de uso do DIU Mirena, uma vez que este dispositivo ainda não é distribuído na rede básica. Muitas delas vêm com histórico de muitos filhos por falha da pílula, sangramento uterino abundante ou então porque não conseguiram o DIU. “O DIU de cobre é fornecido pelo SUS às pacientes, porém falta treinamento aos médicos neste procedimento e poucas unidades disponibilizam o método”, expõe.

O Ambulatório de Planejamento Familiar do Caism acaba de dar um reforço no treinamento aos médicos residentes para colocarem os DIUs, o que é feito regularmente. “A expectativa é aumentar também os treinamentos para a colocação dos implantes subdérmicos” – reforça Dra Ilza.

Mundialmente, os métodos anticoncepcionais não cirúrgicos mais utilizados são os DIUs, implantes, as pílulas anticoncepcionais e o preservativo masculino. Na rede pública brasileira, a pílula é o método de maior aceitação. “Lamentavelmente, 53% das gestações no país acontecem por falha de método”, expõe a ginecologista. Os estudos, entretanto, mostram que os métodos de longa duração são mais eficazes e, muitas vezes, mais seguros.

No momento, há no mercado as injeções mensais, que têm estrogênio e progestogênio – cujos nomes comerciais são mesigyna, cyclofemina, depomês, entre outros. O hospital, no caso, recebe doações de empresas com regularidade mensal de acetato de medroxiprogesterona de depósito (a depoprovera), cuja eficácia é trimestral, além da oferta dos métodos mais tradicionais. Atualmente, o serviço participa de um estudo destacado que visa diminuir a quantidade de hormônio da depoprovera.

A docente Ilza Monteiro, responsável pelo ambulatório

Dra. Ilza Monteiro

O diferencial na UNICAMP é que as pacientes participam ativamente da escolha do método que melhor se adeque ao seu estilo de vida. Elas passam por aconselhamento de planejamento familiar, trabalho também preconizado por países europeus e norte-americanos. A intenção é fornecer-lhes informações para que haja uma decisão consciente, posto que os métodos anticoncepcionais produzem impactos às suas vidas, seja alterando o padrão de sangramento ou mesmo de conforto.

Uma boa notícia, revela Ilza, é que a taxa de continuidade de uso de métodos pelas mulheres atendidas no CAISM é muito boa: está acima dos 80%. “Em média, na literatura, essa taxa se situa entre 50% e 60%. Acredita-se que esse número seja significativo devido à estratégia de oferecer LARCs sem custo. As mulheres bem orientadas sobre a gestação não planejada costumam escolher LARCs.

O CAISM coloca cerca de 15 DIUs por dia, exceto às quintas-feiras. Os implantes, mesmo sendo o único método viável para algumas mulheres, têm distribuição limitada, porque o ambulatório depende de doações. Por outro lado, em todas as consultas, todas as mulheres podem levar consigo camisinhas masculinas.

Avanço
Ilza lembra que a Unicamp sempre teve uma atuação pioneira no planejamento familiar e que o professor da FCM Aníbal Faúndes teve uma participação protagonista nos primeiros testes com o DIU mirena no Brasil, ao lado do pesquisador finlandês T. Luukkainen, na década de 1980.

Ela explica que a organização não-governamental (ONG) Population Council tinha interesse em conhecer as taxas de aceitação do método, já que busca, mediante parcerias, soluções que levem a políticas, programas e tecnologias mais eficazes na prevenção da gravidez não planejada, um dos maiores fatores relacionados à pobreza no mundo.

Esses testes mostraram boa aceitação, e o mirena se sobressaiu com vantagens: o dispositivo não interagia com outros medicamentos, visto que era introduzido no útero e não dependia da lembrança de tomada diária, como a pílula. Cabia à mulher apenas fazer revisão regular do dispositivo.

O DIU de cobre é um método eficaz também disponível no Planejamento Familiar. Um dos seus problemas é que ele pode aumentar o sangramento menstrual, levando a uma maior taxa de anemia. O mirena tem efeito oposto: diminui o sangramento devido ao levonorgestrel, um fármaco capaz de suprimir a menstruação. Tem quase o mesmo tamanho do DIU de cobre, e o procedimento de inserção é rápido em aproximadamente 80% das mulheres, durando em média cinco minutos. “Mesmo trazendo um desconforto moderado às mulheres atendidas no nosso ambulatório, cerca de 85% delas não têm queixas de dor relevante e as restantes podem recorrer à anestesia”, relata a docente.

Parte da equipe do Ambulatório de Reprodução Humana
Parte da equipe do Ambulatório.

Como o mirena diminui o sangramento, é indicado a mulheres com cólicas menstruais e com endometriose. Além de obterem efeito anticoncepcional, melhoram a sua qualidade de vida, dado que diminuem as intercorrências menstruais. A taxa de falha é somente 0,3 em cada 1.000 mulheres.

A taxa esperada de expulsão do DIU é de duas a três em cada 100 mulheres no primeiro ano de uso. Para aquelas que sangram mais essas, a taxa de expulsão é um pouco maior: da ordem de oito em cada 100 mulheres, devendo ser seguidas mais frequentemente.

O DIU pode ser utilizado por qualquer mulher e, em especial, pelas adolescentes. A ideia é evitar a gravidez não planejada, que tira a adolescente da escola precocemente e cujas consequências podem se refletir socialmente. Quando empregam pílulas, essas mulheres podem apresentar maiores taxas de falha (3 em cada 1.000 mulheres), pois esquecem de ingeri-las, e esse esquecimento pode levar à gravidez não planejada.

Em alguns casos, não se consegue colocar o DIU, em outros a mulher não quer usar método intra-uterino e prefere empregar o implanon – um método muito bem-aceito e eficaz, até porque ele é implantado no braço e não sai do lugar.

O implanon é um tipo de reservatório cilíndrico de silicone – um tubete – que é aplicado embaixo da pele, na região do tríceps. É implantado ambulatorialmente sob anestesia local, liberando o tubete. Para retirá-lo, faz-se uma pequena incisão com anestesia local. Ele é tido como um dos métodos mais eficazes do momento.

O Colégio Americano de Pediatria e o Colégio Americano de Ginecologia recomendam que mulheres mais jovens usem os LARCs, com ênfase para os DIUs e implantes. Esta conduta já é indicada antes mesmo de ser prescrito o uso da pílula oral, que passou a ser uma segunda linha na abordagem da anticoncepção.

O DIU pode ser adotado por mulheres que não tiveram filhos. Mais ou menos 25% das pacientes do ambulatório não têm filhos. A sugestão então é que utilizem o DIU, pelo seu apelo da longa duração.

Logo, o aconselhamento em planejamento familiar é fundamental na escolha dos métodos. Ele surgiu como necessidade quando os métodos anticoncepcionais foram idealizados. Fazer com que a mulher tivesse menos medo e menos mitos era uma forma de garantir que continuasse o uso desses métodos, de acordo com Ilza.

“Temos um serviço público extremamente eficiente que traz aqui uma medicina de ponta. Esse ambulatório é fruto do trabalho do Departamento de Tocoginecologia, dos pesquisadores que nos antecederam (Aníbal Faúndes, José Aristodemo Pinotti, Juan Díaz, Carlos Petta) e do professor Luís Bahamondes, que com um trabalho incessante tem mantido um canal aberto com a OMS e o Population Council, dos quais somos parceiros no trabalho de oferecer segurança e eficácia contraceptiva para as mulheres”, ressalta a docente.

Trecho da reportagem de: https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2018/08/31/caism-na-vanguarda-das-tecnologias-em-contracepcao

 


Recrutamento de voluntárias para pesquisa de tratamento da TPM

O Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas (CEMICAMP), ONG criada por pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), está buscando voluntárias para um estudo com objetivo de avaliar a eficácia de tratamento para controle de sintomas pré-menstruais (como dor de cabeça, dor nas mamas, inchaço ou tristeza). A pesquisa é de responsabilidade do professor Luis Guillermo Bahamondes, do Departamento de Tocoginecologia da FCM.

As interessadas devem ter entre 18 e 39 anos, usar ou ter interesse em usar pílula anticoncepcional (que pode ajudar em alguns dos sintomas de TPM). A duração do estudo é de cinco ciclos menstruais (cinco meses a nove meses de participação), com consultas presenciais.

O que será testado?

Será avaliado o uso de um medicamento em conjunto com a pílula anticoncepcional com o objetivo de diminuir os sintomas da TPM.

Corro risco de engravidar?

A pílula contraceptiva NÃO ESTÁ em teste, a mulher utilizará pílulas contraceptivas que já são comercializadas no brasil, então taxa de proteção é a mesma dentro, ou fora do estudo.

Como participo?

Para se inscrever acesse o formulário clicando AQUI. E então aguarde nosso contato.

Assista a chamada da EPTV sobre esta pesquisa

As pílulas sozinhas ou associadas a um tratamento podem melhorar alguns sintomas chatos que aparecem durante o período pré-menstrual (a famosa TPM). Dentre eles encontramos:

  • Tristeza e vontade de chorar
  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Fome em excesso ou falta de apetite
  • Sonolência
  • Dificuldade de concentração

Você possui alguns destes sintomas? Podemos te ajudar! Entre em contato conosco para que possamos enviar o cadastro de nosso estudo de tratamento da TPM em mulheres que usam ou querem usar a pílula contraceptiva.

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TPM
pode ser
tratada!


Você não precisa sofrer com os sintomas pré-menstruais.

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Existe quem ache que a TPM é uma lenda inventada por mulheres. Mas não é assim! A TPM é um conjunto de sintomas físicos e psicológicos associados às variações hormonais.  As mulheres podem apresentar mais de 200 sintomas diferentes durante a TPM, e ela pode ter início no 15º dia do ciclo menstrual e tende a desaparecer no início da menstruação. Em recente pesquisa da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e do CEMICAMP (Centro de Pesquisa em Saúde Reprodutiva de Campinas) foi encontrado que 80% das mulheres são atingidas pela TPM.

A TPM varia de leve a extrema. A causa específica da síndrome não é conhecida, mas alguns fatores como idade, história de ciclos não interrompidos e genética, podem levar ao surgimento dos sintomas.

Além disso, como as variações hormonais não acontecem de forma idêntica todos os meses, os sintomas também acabam oscilando bastante de pessoa pra pessoa e também podem variar nos diferentes ciclos de uma mesma paciente.

O diagnóstico é feito com base nos sintomas, que são acompanhados e anotados ao longo do calendário mensal.

TPM tem cura?

Não existe uma cura definitiva para a TPM, porém é possível realizar tratamentos que diminuem ou acabam com sintomas indesejados durante o ciclo, aumentando o bem-estar e recuperando a qualidade de vida. O tratamento é individual e personalizado, já que varia de acordo com os sintomas e a intensidade de cada paciente.

O mais importante é saber que se a sua TPM te afeta bastante, você pode contornar isso!

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