Charles Mpoca, aluno HUB OMS - CEMICAMP, recebe Menção Honrosa em Prêmio Capes de Tese 2025

Com grande satisfação, o Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas (Cemicamp) parabeniza Charles Mpoca Charles, da área de Tocoginecologia (Medicina III) da Unicamp, por receber menção honrosa no prestigioso Prêmio Capes de Tese - Edição 2025. O aluno é bolsista HUB/LIB da OMS.

O reconhecimento foi concedido ao trabalho intitulado: "COVID-19 NA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA EM MOÇAMBIQUE E NO. BRASIL: UMA AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NA PERSPECTIVA DAS METAS DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL".

O trabalho foi orientado pelo professor Rodolfo de Carvalho Pacagnella e coorientado por Guilherme de Sousa Ribeiro.

O Prêmio Capes de Tese é um dos mais importantes reconhecimentos acadêmicos do país, e a menção honrosa destaca a excelência e a relevância da pesquisa desenvolvida. A conquista de Charles é um orgulho para a comunidade científica.

Parabéns ao pesquisador, seu orientador e coorientador por esta importante conquista!

Confira o resultado completo no site da Capes.


CEMICAMP: o Hub das Américas da Iniciativa da OMS para Saúde Sexual e Reprodutiva

O Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas (CEMICAMP) foi destacado como um centro de excelência no artigo publicado ontem, 17 de julho de 2025 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O programa, chamado Aliança HRP do qual o CEMICAMP faz parte, visa criar ecossistemas de pesquisa sustentáveis e liderados regionalmente para responder às necessidades locais.

A Aliança HRP, coordenada pelo Programa Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Treinamento em Pesquisa em Reprodução Humana (HRP) da ONU, tem como objetivo capacitar pesquisadores e instituições locais por meio de treinamento, mentoria e apoio institucional. A meta é garantir que os sistemas de saúde respondam de forma mais eficaz, os serviços melhorem e os direitos de saúde sexual e reprodutiva sejam respeitados para todos.

Como hub para a região das Américas, o CEMICAMP tem desempenhado um papel crucial na resposta à crise migratória venezuelana. O centro capacitou pesquisadores em toda a região para estudar as necessidades de saúde sexual e reprodutiva das populações deslocadas. A pesquisa se concentrou em questões críticas como o acesso a cuidados de saúde, tratamento de HIV e violência sexual.

O trabalho ajudou a preencher uma lacuna de dados significativa e proporcionou uma compreensão mais humana das necessidades dessas populações vulneráveis. A iniciativa da OMS reconhece a importância de centros como o CEMICAMP para a construção de uma base de evidências sólida que possa informar políticas e programas de saúde mais eficazes e equitativos. Além de reforçar a posição do Brasil como uma liderança em pesquisa em saúde na América Latina e destaca a importância da colaboração internacional para enfrentar os desafios globais de saúde.

O presidente do CEMICAMP, Dr. Luis Bahamondes e o Professor Dr. José Guilherme Cecatti, estiveram presentes na reunião da HRP Alliance for Research Capacity Strengthening, envolvendo os sete centros do programa HUB da OMS em outubro de 2023.

À frente do CEMICAMP está o Professor Dr. Luis Guillermo Bahamondes, que atua como seu Presidente. Reconhecido internacionalmente por sua vasta contribuição à saúde reprodutiva, Dr. Bahamondes é também Professor Emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde leciona desde 1978 e se tornou uma referência em tocoginecologia. Sua liderança no Cemicamp, que preside desde 2016, tem sido fundamental para posicionar o centro como uma instituição de vanguarda na pesquisa sobre saúde sexual e reprodutiva, com especial ênfase em métodos contraceptivos de longa duração. Sua carreira é marcada por um profundo compromisso com a ciência e a justiça social, guiando projetos que não apenas avançam o conhecimento acadêmico, mas também impactam diretamente as políticas públicas e o bem-estar de milhares de pessoas no Brasil e no mundo.


Estudo do CEMICAMP revela que 65% das gestações em São Paulo não são planejadas — maior índice da história

Um levantamento conduzido pelo CEMICAMP (Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas), vinculado à Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, revelou um dado alarmante: 65% das mulheres grávidas no estado de São Paulo afirmaram não ter planejado a gestação. O número ultrapassa a média histórica registrada em estudos anteriores, que girava entre 52% e 56%, tornando-se o maior já observado no país.

A pesquisa é resultado do doutorado do sociólogo Negli Gallardo-Alvarado e envolveu 534 gestantes entre 18 e 49 anos, atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram obtidos por meio de entrevistas presenciais e online, com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), Fapesp, Capes e CNPq. O estudo foi publicado na revista The European Journal of Contraception & Reproductive Health Care e já repercutiu em veículos como a CNN Brasil e o G1 Campinas.

Desigualdade marca cenário reprodutivo
O levantamento escancara o impacto das desigualdades sociais, raciais e econômicas sobre a autonomia reprodutiva das mulheres. Entre as participantes que afirmaram não ter planejado a gravidez, a maioria era composta por mulheres negras ou pardas (74%), com baixa escolaridade (77%), solteiras (85%) ou em união consensual (72%).

“A pesquisa buscou entender as barreiras que dificultam o planejamento reprodutivo das mulheres, e os dados mostram como etnia, escolaridade, renda e estrutura familiar influenciam diretamente esse processo”, explica Gallardo-Alvarado.

Repercussões e custos para o sistema de saúde
O professor e ginecologista Luis Bahamondes, orientador do estudo, destaca a gravidade dos achados. “No estado mais rico do Brasil, 65% das mulheres afirmarem que tiveram uma gravidez não planejada é algo muito preocupante. Os dados mostram que o problema é estrutural, e o impacto disso recai sobre toda a sociedade”, afirma.

Segundo ele, além das implicações pessoais e sociais, as gestações não planejadas representam um alto custo para o setor público. “Em um estudo anterior, mostramos que cada gestação não planejada custa ao SUS cerca de mil dólares, considerando apenas o pré-natal, o parto e o puerpério. Hoje, isso representa aproximadamente R$ 6 mil por gravidez”, pontua Bahamondes.

Urgência por políticas públicas e acesso à contracepção
O estudo reforça a urgência da ampliação de políticas públicas que garantam o acesso a métodos contraceptivos de longa duração — como o DIU hormonal e o implante subdérmico —, além de ações voltadas à educação sexual e ao enfrentamento das desigualdades sociais e de gênero.

“Métodos contraceptivos salvam vidas, e o Brasil não investe o suficiente em sua oferta, principalmente os de longa duração. Todas as mulheres devem ter a chance de planejar seu futuro com segurança e liberdade”, defende Gallardo-Alvarado.

Vozes que ilustram a realidade
A analista de sistemas Cláudia Martins, de 25 anos, é uma das muitas mulheres que vivenciaram uma gestação não planejada. Ela engravidou durante a pandemia, enquanto fazia uma transição de carreira e ainda não tinha estabilidade profissional. “Foi um choque. Eu estava com uma semana no emprego novo e ainda não era casada”, conta.

Apesar do susto inicial, Cláudia afirma que a maternidade trouxe aprendizados e amor, mas reconhece que faltou diálogo e preparo. “Muitas gestações não planejadas acontecem por falta de educação sexual e por não conversar com o parceiro sobre o desejo de ter filhos. Isso deveria ser algo natural, parte da vida adulta”, reflete.

Confira a matéria na CNN eno G1:


Luis Marcelo Noles Rodrígues, aluno de mestrado HUB/OMS, defende sua dissertação

Hoje, 29/08/2024, o aluno de mestrado Luis Marcelo Noles Rodrígues, defendeu sua dissertação intitulada "Satisfação e experiência do cuidado entre mulheres com complicações relacionadas à perda gestacional precoce no Brasil", sob a coordenação do Prof. Dr. Luiz Francisco Cintra Baccaro.

O aluno possui bolsa pelo HUB/OMS/CEMICAMP. Parabéns pela conquista Marcelo!


A aluna Leila Rodrigues Rocha Defende sua tese sobre Pobreza Menstrual

Hoje, 07/12/2023, a aluna de mestrado Leila Rodrigues Rocha, defendeu sua tese intitulada "PRÁTICAS DO USO DE ANTICONCEPCIONAIS E POBREZA MENSTRUAL ENTRE MULHERES MIGRANTES VENEZUELANAS NA FRONTEIRA DO BRASIL COM A VENEZUELA", sob a coordenação do Prof. Dr. Luis Guillermo Bahamondes.

A pobreza menstrual entre imigrantes é um desafio muitas vezes silencioso e subestimado, mas que impacta de maneira significativa a vida e dignidade de mulheres em situação de vulnerabilidade. Esse fenômeno descreve a dificuldade enfrentada por mulheres de baixa renda ou em situação de imigração, que não têm acesso adequado a produtos menstruais, informações sobre higiene menstrual e, em alguns casos, até mesmo a saneamento básico.

Para muitas imigrantes, a pobreza menstrual se torna uma barreira adicional em um contexto já complexo de adaptação a uma nova cultura, língua e sistema social. A falta de acesso a produtos de higiene menstrual não só afeta a saúde física, aumentando o risco de infecções e complicações ginecológicas, como também impacta a saúde mental, autoestima e integração social.

A importância de abordar e resolver essa questão é crucial. É fundamental fornecer acesso gratuito e digno a absorventes, copos menstruais ou outras opções, além de educar sobre saúde menstrual e garantir locais adequados para a troca e descarte desses produtos. Além disso, é necessário promover políticas inclusivas que reconheçam as necessidades específicas das mulheres imigrantes em situação de pobreza menstrual.

Atuar para combater a pobreza menstrual entre imigrantes não é apenas uma questão de saúde ou acesso a produtos básicos; é um passo essencial para promover a igualdade de gênero, a inclusão social e o respeito à dignidade humana. Garantir que todas as mulheres, independentemente de sua situação socioeconômica ou status migratório, tenham acesso digno a cuidados menstruais é crucial para construir uma sociedade mais justa e equitativa.

A aluna foi bolsista do HUB/OMS/CEMICAMP.
Parabéns Leila pela conquista!

Reunião HUB OMS da HRP Alliance for Research Capacity Strengthening

O presidente do CEMICAMP, Dr. Luis Bahamondes e o Professor Dr. José Guilherme Cecatti, estiveram presentes na reunião da HRP Alliance for Research Capacity Strengthening, envolvendo os sete centros do programa HUB da OMS.

Nesta reunião, houve um foco claro na necessidade de redefinir a compreensão convencional da saúde sexual. A abordagem tradicional, que se concentra principalmente na saúde reprodutiva e materna, foi questionada, e reconheceu-se que isso engloba o bem-estar geral de seus corpos e mentes ao longo de suas vidas, incluindo a consideração do sexo e gênero em todos os aspectos das doenças e tratamentos.

Além disso, a reunião promoveu ideias audaciosas que se alinham com as oportunidades mapeadas, com o objetivo de aprimorar o financiamento e os recursos destinados à pesquisa e desenvolvimento em saúde sexual. Foi destacada a importância de demonstrar a eficácia dos investimentos em pesquisas, com o intuito de impulsionar avanços significativos nesta área.


Aline Munezero, aluna HUB/OMS, defende seu mestrado

Hoje, 29/06/2023, a aluna de mestrado Aline Munezero, defendeu sua tese intitulada "CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS NA GESTAÇÃO: UM ESTUDO DE CORTE TRANSVERSAL E MULTICENTRICO COM PUERPERAS BRASILEIRAS"

Sob a coordenação do Prof. Dr. Renato Teixeira Souza e coorientação do Prof. Dr. José Guilherme Cecatti.

A aluna possui bolsa pelo HUB/OMS/CEMICAMP. Parabéns Aline pela conquista!


Doutoranda Miriam Camas, aluna HUB OMS - CEMICAMP compartilha sua experiência no painel técnico “Technical discussion – HRP Alliance hub presentation”

Aconteceu nesta semana a trigésima sexta reunião do Comitê de Política e Coordenação do Programa Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Treinamento em Reprodução Humana (HRP) da OMS, UNDP, UNFPA, UNICEF e Banco Mundial.
 
Durante a reunião, no painel técnico “Technical discussion – HRP Alliance hub presentation”, a aluna Miriam Camas compartilhou sua experiência como estudante e pesquisadora e o apoio recebido pelo HRP através do CEMICAMP e o programa de doutorado na UNICAMP.
 
A reunião teve como objetivo discutir questões relacionadas à saúde reprodutiva em todo o mundo, incluindo o acesso universal a serviços de saúde de qualidade, a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas.
Photo: © WHO/Antoine Tardy

Reunião de Atualização Cientifica Periódica com os bolsistas HUB-OMS (CEMICAMP)

Nesta terça-feira, 07/03/2023, aconteceu a Reunião de Atualização Cientifica Periódica com os alunos de pós-graduação, bolsistas do HUB-OMS (CEMICAMP). Esta atividade é fundamental para o desenvolvimento de novos pesquisadores e pesquisas na área da saúde dentro do programa HUB-OMS. Ela permite que os bolsistas recebam feedbacks e orientações importantes para aprimorar suas pesquisas e que se mantenham atualizados sobre as últimas descobertas na área, além de estimular a colaboração e o compartilhamento de conhecimento entre os membros da equipe.

O Presidente CEMICAMP, Dr Luis Bahamondes, coordenou esta reunião e estiveram presentes os alunos: Aline Munezero, Jacques Versailles, Miriam Alejandra Camas Castillo, Negli Rene Gallardo Alvarado, Charles M. Poca Charles, Miguel Alejandro S. Contreras, Celia Jose Laice Sitoe, Suzana Ivete Alfredo Manhiça, Luis Marcelo Noles Rodrigues, Marta Pedro Nhauche, Montas Laporte, Sherley Meteleus e Maria de Lurdes Paulo Dias.


Lançamento dos artigos da Iniciativa Small Grants na revista PAHO

Nesta Terça-Feira, 07/03/2023, ocorreu o Lançamento do Suplemento Especial da revista da PAHO, realizado com os projetos que fizeram parte da Iniciativa Small Grants, da qual o CEMICAMP participou ativamente no edital de 2019. Desde o recebimento e avaliação das propostas como na seleção de 11 projetos em oito países: Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, México e Peru; passando pelo acompanhamento do desenvolvimento de cada projeto até a publicação na revista da PAHO.

Para marcar esse lançamento, o presidente CEMICAMP, Dr. Luis Bahamondes, e outros pesquisadores que atuaram neste projeto, participaram de um Webinar que buscou integrar ainda mais toda a produção de conhecimento e valor gerada nesta iniciativa. Foram no total 250 participantes.

A PAHO (The Pan American Journal of Public Health) é uma revista científica revisada por pares com artigos sobre saúde pública em países das Américas, sendo publicada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e uma importante fonte de informação para profissionais e pesquisadores. Já a Iniciativa Small Grants faz parte de ações da Organização Mundial da Saúde (OMS) que fornecem financiamento para projetos de pesquisa em saúde sexual e reprodutiva, especialmente para países em desenvolvimento.

Confira no site da PAHO os artigos publicados: https://www.paho.org/journal/en/special-issues/sexual-and-reproductive-health-migrants-venezuela-and-central-america