Histórico

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O Cemicamp – Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos. Seus objetivos iniciais eram agilizar e otimizar os projetos e programas de investigação e extensão do Departamento de Tocoginecologia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Isto incluía o desenvolvimento de pesquisas operacionais para estabelecer modelos de atenção médica; apoio para o ensino de pós-graduação na área de saúde; e implantação de um instituto materno-infantil na região de Campinas. Atualmente, o Cemicamp desenvolve ou assessora pesquisas e realiza intervenções nas áreas de saúde e direitos sexuais e reprodutivos.

A idéia de criar o Cemicamp foi de alguns médicos, professores do Departamento de Tocoginecologia. Esses profissionais desenvolviam pesquisas relacionadas com a saúde da mulher, utilizando recursos provenientes de instituições nacionais e internacionais. A criação do Centro agilizou o recebimento e a administração dos recursos.

No início, as atividades do Centro foram desenvolvidas na sala da secretaria da maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, onde funcionava a Faculdade de Ciências Médicas. Após alguns meses, mudou-se para umas salas no prédio da Cruzada das Senhoras Católicas, na Rua Doutor Quirino, alugado pela Unicamp. O prédio era compartilhado com o Instituto de Reabilitação de Campinas, os Ambulatórios de Psiquiatria e Planejamento Familiar, e o Departamento de Medicina Preventiva. Com a expansão de suas atividades, o Cemicamp passou a desenvolver seu trabalho em uma casa que alugou próxima à Santa Casa. Posteriormente, voltou para a Cruzada.

Finalmente, desde 3 de setembro de 1986, o Centro ocupa um prédio próprio. Construído em um terreno de 10.000 m², ele foi doado pela senhora Jandira Pamplona, proprietária da Fazenda Santa Genebra, local que fazia divisa com a Universidade. O professor José Aristodemo Pinotti teve um papel de protagonista, tanto na criação do Centro como no seu desenvolvimento e na obtenção da doação do terreno. Na época, o campus terminava na Rua Vital Brasil, em frente ao Hospital de Clínicas. A construção do prédio foi realizada por profissionais e operários da Unicamp, utilizando o mesmo padrão arquitetônico de outros prédios da Universidade. O custo dos materiais foi compensado pelo Cemicamp à Unicamp, cedendo 2.000 m² do terreno que ela precisava. Com o tempo, a Universidade adquiriu parte da fazenda. Hoje, o Cemicamp se encontra junto ao complexo hospitalar e à Faculdade de Ciências Médicas.

Desde 1986, o Cemicamp cede parte de seu prédio à Universidade. Esta oferece assistência no Ambulatório de Reprodução Humana do Departamento de Tocoginecologia e na “Casa de Repouso”. Esta última, oferece hospedagem às pacientes que precisam estar perto do hospital ou retornar diariamente para tratamento ou diagnóstico no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), devido a seus escassos recursos e/ou a distância de suas residências.

O professor Pinotti ocupou a Presidência do Cemicamp até 1989, quando, voluntariamente, afastou-se do cargo. Inicialmente, a equipe de trabalho do Cemicamp era composta por quatro profissionais. Com o passar do tempo, outras pessoas se integraram às atividades do Centro. Hoje, conta com 31 funcionários, sendo 26 pagos pelo Centro, 04 pagos pela Universidade e 01 pela Funcamp. Entre os funcionários do Cemicamp, encontram-se sete profissionais com título de doutor e vários possuem mestrado. Além disso, cinco docentes da Unicamp dirigem projetos utilizando a estrutura do Centro.

No momento, o Centro possui uma equipe multidisciplinar que trabalha com recursos próprios ou gerados por instituições nacionais e internacionais em pesquisas e intervenções dirigidas a promover os direitos sexuais e reprodutivos. Além disso, atua em parceria com a Unicamp, colaborando ativamente nas atividades assistenciais de ensino e pesquisa do Departamento de Tocoginecologia.

Dr. Anibal Faúndes
Presidente